Capacitação profissional


Esta semana deparei-me mais uma vez com quatro empresas de recrutamento e seleção necessitando de profissionais para projetos de Desenvolvimento de Software Java Enterprise, mas que não conseguiam encontrar profissionais (PeopleWare) com o conhecimento e habilidades necessárias para seus projetos, e a média de vagas abertas cresceu consideravelmente.

Acredito que este problema atinga não somente as soluções baseadas em Java, mas também afeta a implementações de ERP, CRM, BI, DataWarehouse, etc, basta ver o número de ofertas repetidas em sites de recrutamento / seleção mês-a-mês. E quando a necessidade envolve uma tecnologia muito nova?? O problema é maior ainda, o profissional se torna “mosca branca”.

Recentemente a Você SA na edição 110 publicou um artigo Deu Pau no TI do Presidente da Progress Software do Brasil que aponta que em 2012, a TI no Brasil viverá o momento de maior stress, pois faltarão profissionais qualificados em todas as áreas, principalmente nas áreas operacionais.

Atualmente existem poucas instituições acadêmicas que fornecem a qualificação adequada em TI, sem falar na falta de fluência na língua inglesa por parte dos brasileiros, e somente este fato faz com que a maior empresa de TI do Brasil tenha um faturamento 10 vezes menor que a maior empresa de TI da Índica.

Um outro fato que influencia muito esta diferença, é falta de interesse do profissional brasileiro na certificação profissional ou especialização acadêmica. Por isso digo a todos meus alunos, ter as certificações do fornecedor do produto/ferramenta/linguagem associado á uma especialização acadêmica são diferenciais muito bem valorizados pelo mercado de TI, pois atesta os conhecimentos e habilidades de fato, garantem a empregabilidade e melhorias salarias.

Neste momento estamos passando por um grande desiquilibrio na equação vagas X profissionais, devido principalmente aos fatores de falta de formalismo do conhecimento, problemas com línguas estrangeiras, e falta de investimento em pesquisa e desenvolvimento. Você sabem quanto a indústria médica e farmacêutica investe em P&D por ano no Brasil? Tenho certeza que é no mínimo o dobro que TI.

Nossa visão em TI está tão turva e distorcida que no final da década de 90 as faculdades e colégios técnicos tiraram a Linguagem COBOL da lista de disciplinas, substituindo pelo VB, Deplhi e outras, causando um problema enorme nos tempos atuais para as instituições financeiras, de manufatura e de telecom. Os programadores/analistas COBOL estão literalmente morrendo, ficando velhos, se aposentando, sem que haja uma reposição no mercado, e dessa forma o custo médio da hora/homem vem subindo e dificultando a manutenção de contratos já firmados.

O Presidente da Progress Software tem razão, estamos rumo ao colapso.

Por isso sugiro:

  • Aos gerentes de RH: invistam em reciclagem / especialização dos profissionais da base; contratem profissionais no níveis Júnior para trabalhar com profissionais Pleno e Sênior e evitar a evasão para o mercado;
  • Aos recrutadores: deêm preferência aos profissinais reconhecidos formalmente por certificações ou especializações “Latu-senso”.
  • Aos profissionais: dediquem-se ao estudo e fluência do inglês; obtenham as certificações das ferramentas; faça uma especialização “Latu-senso” na área de TI.
  • As instituições educacionais: melhorem o processo de egresso das especializações com módulos introdutórios e de nivelamento.
  • Aos governantes:facilitem o acesso ao desenvolvimento e pesquisa de novas tecnologias.

Bom estudo e boa colocação!

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Vários alunos me perguntam as diferenças dos papéis no mercado de trabalho relacionados ao desenvolvimento e engenharia de software, e é sempre dificil traçar o perfil o exato de cada papel e garantir a fronteira entre eles.

Vejo todos os dias inúmeras vagas com perfis tão exigentes no Apinfo, mas separadas em pouquíssimos papéis, o que me leva a crer que as empresas terceirizadoras de serviços de TI (as famozas consultorias) na maioria das vezes não sabe o que procurar no mercado.

O pior anuncio é aquele que procura Analista Programador, pois é o que exigirá mais responsabilidade profissional com menor remuneração, pois esse papel tem inúmeras funções e atribuições das duas áreas mas geralmente paga muito pouco a mais que um cargo de Programador.

Conversando com amigos que estão no exterior (Inglaterra, Angola, USA, Chile e Índia) descobri que os brasileiros se sobresaem com relação á outros povos neste quesito, justamente pela flexibilidade e capacidade de desempenhar vários papéis, a diferença é que nesses paízes as empresas valorizam mais esta capacidade que as empresas do Brasil.

Papéis e atribuições

  • Arquiteto: definir e manter atualizados os padrões de soluções e tecnologias que serão utilizadas durante o projeto, para cada tipo/conjunto de funcionalidades, separadas pelos requisitos não funcionais e sempre levando em consideração as interfaces de comunição entre os diferentes componentes do software.
  • Engenheiro: definir e manter atualizados as informações referente ao projeto de infra-estrutura e integração entre os componentes físicos desde a rede até o ambiente de aplicações.
  • Administrador: dar sustentação ao ambiente de software/hardware, fazendo as implementações da infra-estrutura e administrando os ambientes operacionais e servidores.
  • Analista: levantar, racionalizar e especificar junto aos usuários diretos e indiretos os requisitos funcionais do software, bem como realizar os testes de homologação.
  • Projetista: projetar (criar as realizações dos casos de uso racionalizados pelo analista) o software baseado nos padrões definidos pelo arquiteto levando em conta as tecnologias/linguagens que serão utilizadas.
  • Programador: codificar os componentes do software baseado na documentação elaborada pelo projetista e pelo analista, fazer os testes iniciais de cada componente.
  • Desenvolvedor: integrar os componentes do software baseado na arquitetura e seguindo as realizações do projetista, fazer os testes integrados.

Níveis de experiência (por área)

  • até 1 ano de experiência - Júnior
  • de 1 a 3 anos de experiência - Pleno
  • de 3 a 5 anos de experiência - Sênior
  • mais de 5 anos de experiência - Especialista

Vamos levar para dentro das empresas, e durante as entrevista de emprego, esse conceitos símples, de como cada papel deve atuar, permitindo que o mercado regule os valores das remunerações de acordo com cada papel e evitando distorções.

Comente, dê sua opnião sobre nossa categoria de trabalho, somente assim podemos exercer nossos direitos caso a Regulamentação das Profissões da Informática venha a ganhar força no congresso.

Boa sorte

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Outra entrada de meu blog.

Fonte: 2 Solutions - Hildebrando

Utilizo a tecnologia Java em todos os projetos da 2Solutions, com raras exceções. Com isso acabei me tornando um especialista. Tenho consciência que não sei tudo, aliás acredito que não existe aquele “especialista de tudo”.

Quero indicar alguns caminhos para qualquer um virar um especialista Java. Com certeza ja existe algum texto semelhante na internet (google), no entanto quero fazer uma coisa diferente, focada no perfil do nosso pessoal. E como eles viraram especialistas também.

1 - Faça uma faculdade de tecnologia
Existe muita discussão neste assunto, precisa ou não precisa fazer uma faculdade para entrar no mercado de trabalho de TI. Uma coisa que aprendi na minha carreira de instrutoria Java é que só o fato de a pessoa fazer uma faculdade, as coisas acabam fluindo mais fáceis. Se você vai fazer ou não, fica a seu criterio, porém saiba que nem todo mundo é auto-didata, inclusive a grande minoria. Mesmo a faculdade sendo dispersiva em alguns assuntos, como as inúmeras materias de matemática em Ciência da Computação, tudo acaba agregando na sua formação.

2 - Faça um curso de Java
Existem livros, tutorias, apostilas, exemplos e mini-cursos que ajudam muito no seu aprendizado. Porém você tem que ter experiência com este estudo auto-didata. Exige disciplina e organização. A ideia de fazer curso envolve apenas 2 variaveis. Tempo e dinheiro. Se você tem tempo e não tem dinheiro estude em casa. Se você tem dinheiro e não tem tempo faça um curso.

Java em si é uma lingaguem simples.O grande problema é a parte de orientação a objetos. Isso é complicado. Envolve conceitos de alto nivel e abstrações. Aprender Java é diferente de aprender VB que você compra uma revista na banca e naquele mesmo dia você ja tem algo funcionando. É por isso que eu indico fazer cursos.

3 - A unica coisa que começa de cima é buraco
Tradução para paciência. Nesta hora precisamos ter humildade e seguirmos o papel de aprendiz. Você pode ser especialista em outras linguagens ou ja ser um cara que conhece muito de Hardware, no entanto com linguagens de programação o papo é diferente. Voce tem que aprender as manhas. Apanhar muito. E acima de tudo pergutar. Entre em foruns e listas de discussão. Mande duvidas, sempre seguindo as boas maneiras nestes ambientes.

4 - Arrume um trabalho na área
Essa parte é a mais difícil, porque as empresas so querem gente com experiência. Dai aparece o problema do ovo e da galinha. Sugestão: Faça projetos seus. Desenvola uma agenda, um cadastro de estoque da sua casa, um controle de gastos com combustível. Eu faço um trabalho de seleção aqui na empresa e para mim um projeto pessoal ou academico serve sim como experiência, e inclusive tem um atrativo a mais pois demonstra pró-atividade.

5 - Banco de Dados
Não pense em se tornar um especialista de banco de dados. Você tem que conhecer SQL. O banco é indiferente. Mas aproveite e faça o seguinte. Entre no site do MySQL e baixe o MySQL e suas ferramentas. Falo do MySQL pois considero a versão para Windows muito NNF (Next,Next,Finish), isso é bom para quem esta começando. Fazer um curso de SQL pode te ajudar muito, porém não é imprescindível, SQL é um pouco mais simples que as linguagens de programação de alto nível. Porém cai naquele mesmo assunto que conversei.

6 - Tenha contatos da área
Não estou falando em ter melhores amigos na área e sim formar uma rede de conhecidos que tenham o gosto pela tecnologia como característica comum. Nos cursos voce conhece muita gente, outros lugares são os eventos. Acho que as unicas panelas que existem nos eventos são dos que estão palestrando e dos que não estão palestrando. Não precisa comprar o livro ‘como fazer amigos’, apenas vai se misturando com pessoas que estão em situações parecidas com a sua. Isso vai ajudar a todos.

7 - Atividades e Cronograma (Estratégia Auto-didata freestyle)
a) Compre um livro de Java Fundamentos - 1 dia
b) Leia o livro (pois é, só comprar não adianta) - 1 mês - Se você achou muito é porque nunca leu um livro de tecnologia. Estas não são leituras narrativas. Você tem que sempre voltar, reler e refazer exercícios.
c) Compre um outro livro de JEE - 1 dia - Esta parte JEE é a que envolve WEB e Serviços de mais alto nível. Resumindo, é aonde esta o dinheiro ($$$$$). NUNCA COMECE POR UM LIVRO DE JEE SEM ANTES PASSAR PELOS FUNDAMENTOS.
d) Leia o livro, faça os exercícios e desenvolva um sistema de cadastro de Jogadores de futebol. Utilizando JSP/Servlets e JDBC - 1 mês
e) Desenvolva um outro sistema de cadastro, porém agora um de animais em um zoologico - 1 mês
f) Faça o seu curriculum ja incluindo os projetos que você desenvolveu. Junto a isso vá estudando frameworks de mercado como Struts e Hibernate - 1 mês

Não quero discutir a qualidade do profissional após o cronograma. No entanto você ja esta encaminhado para iniciar no mercado. É isso mesmo, INICIAR. Você é um iniciante no assunto. Tem muito que aprender. Uma faculdade ira te ajudar e muito nisso, porém tenha paciência. Quanto a dinheiro e conhecimento. Não queira aprender tudo e seja humilde o suficiente para aceitar a sua situação de aprendiz.

Boa Sorte

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Colocando aqui um post que tinha colocado em meu blog.

Pra quem gosta de aprender por exemplos, um link bastante legal:

A Sun disponibilizou alguns exemplos de programas em Java 6, bastante didático.
Basta entrar ver o código, executar e copiar para usar.

No momento tem um código para criar um ícone na barra de tarefas, como fazer uma tela de entrada (splash screen) e como usar o Rhino Javascript API.

http://java.sun.com/reference/stealourcode/

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Nos últimos 4 anos trabalhei diretamente em projetos corporativos ligados á empresas que possuem milhares de processos de negócios escritos em COBOL e outras linguagens rodando em servidores IBM MainFrame , e nesta temporada acompanhei a entrada massiça de aplicações Java no ambiente UNIX e uma entrada lenta e vagarosa de aplicações Java Enterprise no ambiente MainFrame inpulsinodo pelo WebSphere Application Server for Z/OS.

O nossos colegas de profissão chamados carinhosamente de “Dinosauros” da TI, tem na média 30 anos de experiência a mais que os profissionais que chegam ao mercado todos os dias, entretanto, eles estão se deparando com um novo paradígma, de rodar aplicações Web no ambiente MainFrame , que até pouco tempo atrás só tinha a telinha do terminal TN3270 ou acesso via SNA

Essa mudança ( talvez forçada pela própria IBM ) está trazendo preocupações para os CIOs e CEOs dessas empresas, principalmente pelos novos conceitos de SOA e de Orientação a Objetos e UML , ou seja, se não bastasse ter mais linguagens e tecnologias suportadas, tem-se um novo modelo orientado a serviços e não a processos.

Para piorar o problema, cada vez mais profissionais do ambiente MainFrame se aposentam e os profissionais que entram no mercado não dominam as tecnologias deste ambiente.

Em 2006 o Gartner Group publicou um estudo que mostra que dos profissionais atuais do ambiente MainFrame apenas 30% teriam capacidade de assimilar novas tecnologias como o Java Enterprise .

Atualmente, muitos sistemas corporativos escritos em COBOL tem clientes ricos, principalmente construidos usando a plataforma Java Enterprise, assim nasce o JAVABOL, ponta cliente em Java rodando em Servidores UNIX e processos de negócios em COBOL no MainFrame.

Acho que está na hora das faculdades retomarem as disciplinas de COBOL e de Análise Estruturada e seus Diagramas para suprir essa deficiência, e das empresas investirem um pouco na reciclagem dos Analistas e Programadores da plataforma MainFrame, só assim teremos custos e riscos menores de TI com o recurso de “peopleware” que atua nesta plataforma atualmente.

O Futuro não podemos prever, mas atualmente a coexistência de aplicações Java Enterprise integradas com sistemas coporativos que rodam em MainFrame é perfeita.

Viva o JAVABOL!

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Em tempos de diversidade tecnológica, a
necessidade de mão de obra qualificada é um fator
constante de risco nos projetos de TI.

Para garantir o retorno dos investimentos de TI, em
software e hardware, é necessário o investimento
constante em “peopleware”.

Somente com treinamento, capacitação e programas
constantes de atualização é possível evoluir na
Tecnologia da Informação.

Ao contrário do que se pensa, Tecnologia não é feita
somente com software e hardware , depende de
“peopleware”.

Temos este espaço dedicado á discussões sobre desenvolvimento de carreira, profissões relacionadas á tecnologia da informação, livros, cursos e programas de formação e capacitação, observando as tendências de médio e longo prazo da tecnologia da informação

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